Review – World of Goo

4 12 2008

World of Goo me surpreendeu muito. Tanto que dei uma parada para falar um pouco dessa grande produção da pequena 2D Boy.

 

HISTÓRIA

Cada capítulo tem sua história. E cada história é ligada, e todas são contadas com uma narrativa simples, nada de cutscenes rebuscadas, só uma cena e o texto passando. Genial. Isso sem falar com as placas do Sign Painter, sempre com dicas úteis, ou com frases filosóficas. Portanto, World of Goo é um jogo em que é necessário saber inglês, senão parte da diversão fica perdida. No total, o jogo faz o jogador refletir, pois ele trata de questões urbanas, com doses de um ótimo humor.

 

Nota para a história: 8,5

 

JOGABILIDADE

 

Fantástica. Essa palavra descreve a jogabilidade de World of Goo. O jogo se resume em usar os Goos, pequenas bolinhas gosmentas, para chegar a um cano, que sugará os Goos que não forem usados. Para cada fase, devem ser sugados um certo número de Goos. Se você sugar mais Goos que o necessário, o excedente vai para uma sala especial, onde você pode empilhar-los como quiser, competindo com outros usuários. As torres são medidas, e você pode ver o tamanho da torre de outros jogadores através de nuvens, que os representam. Mas o jogo não é só montar torres. Há fases em que é necessário construir pontes, plataformas, balões, etc. Isso não deixa o jogo repetitivo. 

Nota para a jogabilidade: 10

VISUAL

 

Incrível. Os gráficos do jogo, são impecáveis. Apesar de ser em 2D, não perdem nada para jogos em 3D. Também não são pesados, e combinam perfeitamente com a trilha sonora. Os menus, perfeitos. Não há muitos elementos, tornando a tela agradável, e também não cansa os olhos. Os Goos são muito carismáticos, e não é muito difícil identificar o tipo de cada Goo. Os cenários são belos, e mostram como é o capítulo. Falando nisso, cada capítulo representa uma estação, sendo bastante notável a diferença entre eles.

Nota para o visual: 10

PERSONALIZAÇÃO

 

Você pode acabar cada nível construindo o que quiser. E ainda há vários tipos de Goo, cada um com uma habilidade diferente. Isso torna o jogo divertido, e faz você querer re-jogar as fases. A personalização é limitada, mas nada que acabe com a diversão do jogo.

Nota para a personalização: 7,5

SOM

O som é ótimo. Ele não te irrita, e é composto de vários ritmos, desde mais lentas, meio militares, até mais agitadas. E cada fase tem uma música combinando, tornando a interação cenário-música perfeita. Sinceramente, achei a trilha sonora melhor do que essas super-produções dos games.

 

Nota para o som: 10

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

World of Goo é um ótimo jogo, e também prova que não é necessário ter milhões de doláres para produzir um bom game, já que ele foi produzido por uma equipe com dois integrantes. Ele é ótimo para jogar casualmente, mas não devem agradar os gamemaníacos, já que é um jogo meio infantil, mas com fortes críticas sociais. É necessário saber algo de inglês para poder jogar e aproveitar de todo o game.

 

Nota final: 9,5

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Desculpas

3 12 2008

Bem gente, essa semana foi difícil. Fiquei ocupado, teve a última prova (finalmente férias!), ganhei Fallout 3, estou tentando conseguir uma liberação de verba pra comprar minha tablet, e meu aniversário é no domingo. E meu irmão, que deveria estar cuidando das reviews, está em época de prova, quase reprovado. Então, venho me desculpar pela falta de atualização. E, para recompensa-los, trarei um novo review, provavelmente hoje, mas talvez saia pra amanhã. Então, também aproveito para passar uns bons links:

1- http://www.ryotiras.com -Ótimo site, tem tirinhas bem pensadas e desenhadas.

2- http://www.oots.com.br -Ótimo também, está traduzindo a Ordem do Graveto.

3- http://www.mundogump.com.br -Excelente, tem contos, notícias bizarras, esculturas, etc.

4- http://www.magiasebarbaridades.blogspot.com -Excelente também, com ótimas tiras toda semana.

5- http://www.bostaazeda.com -Site excelente também, tirinhas inteligentes, cheias de humor negro.

6- http://www.malvados.com -Ótimo site, com tirinhas filosóficas.

E pronto, acessem, se divirtam, e aguardem!





Review – Spore

26 11 2008

Vou hoje de um jogo que gosto muito, Spore. Apesar de ser inovador, depois de um tempo, torna-se repetitivo. Mas, é um jogo exelente. Do mesmo criador de The Sims 2, Spore apresenta uma idéia muito óbvia, mas pouco (ou nada) explorada: Montar uma célula e guiá-la durante seu processo evolutivo, virando uma criatura, formando uma tribo, uma nação e finalmente, explorar a galáxia. Simples, porém genial.

 

HISTÓRIA 

Spore não tem história. Você monta a história. Quer uma criatura de três olhos fanática que dirija carros com tropetes? Tudo bem. Quer uma criatura cabeçuda, que saia pelo espaço combatendo o mal? OK. Assim é Spore.

Nota para a história: – (não há história)

 

JOGABILIDADE

A jogabilidade agrada a gregos e troianos, podendo jogar com o mouse ou o teclado. Os comandos são os mesmos em todos os estágios. Nos editores, a mesma coisa, os comandos são os mesmos em todos. Isso torna o aprendizado muito simples. Mas, nos estágios da Tribo e Civilização, a simplicidade pode irritar fãns de Jogos de Estratégia (como eu), pois esses estágios são muito simples, sendo muito repetitivos. Mas o estágio da civilização se salva um pouco, pois você pode escolher o tipo de civilização, militar, econômica ou religiosa, Cada uma com táticas diferentes das outras. E há algo muito legal em todos os estágios: Criaturas Épicas. São criaturas gigantes, quase invencíveis, que podem destruir tudo! Outro elemento bacana, são as realizações. São medalhas que você ganha quando cumpre certos objetivos, como acabar determinado estágio em tanto tempo ou matar tantas criaturas. 

Nota para a jogabilidade: 9,5

 

VISUAL

Os gráficos são bons, cumprem seu papel. Não são um Call of Duty 4, mas são bons. Alguns erros são encontrados, mas são aleatórios, variando de computador pra computador. Apesar de ser uma galáxia infinita, com mais de mil espécies, o jogo roda suavemente (dependendo da configuração do pc, claro). As animações são bem-feitas, variando de criatura para criatura. O humor do Will Wright está presente, com lhamas, danças e muitos, muitos Easter-eggs. O menu está bem prático e simples, com um visual bem clean. 

Nota para o visual: 9,5

 

PERSONALIZAÇÃO

O grande trunfo de Spore. Você pode fazer tudo, desde células, até espaçonaves. Não há jogo mais personalizável que Spore. Crie hinos, veículos, edifícios, tudo. E o sistema de compartilhamento das criações é muito bom. Há uma seção, chamada Sporepédia, onde tudo o que você, ou outros usuários criaram são armazenados. Você seleciona seus amigos, ou conjuntos de itens que você goste, e o jogo baixa as criações para você. Não podia ser melhor. Você nunca verá coisas repetidas, já que a Sporepédia conta com mais de 3 milhões de criaturas!

Nota para a personalização: 10

SOM

a trilha sonora de Spore, composta por Brian Eno, é muito boa. É feita de música ambiental, e dá personalidade ao jogo. As músicas mudam comforme a sua criatura. Se for agressiva, músicas mas tensas, com tambores e tudo mais. Se for Pacífica, músicas calmas, com flautas e efeitos meio hippies. Tudo muito bom, mas em certos momentos, não há som no jogo. Claro que são momentos onde o som não é necessário, mas faz uma falta.

Nota para o som: 9,5

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Spore é um jogo inovador, com muito potêncial. mas, como aconteceu com The Sims, o melhor virá nas expansões. Mas o jogo não decepciona. É um jogo emocionante, onde você sente raiva de alguns impérios, gosta de outros, etc. Mas o jogo fica repetitivo depois de uns dias. Cada estágio é totalmente diferente, os filósofos vão notar que conforme sua célula evolui, mas se perde a individualidade… Mas isso é pra outra hora. Também recomendo o site http://www.sporando.com , do qual faço parte. 

Nota final: 9,5





Links, Tirinhas e Reviews

25 11 2008

Esse post servirá pra três coisas: Avisar que aqui do lado temos agora uma barra com links de sites que considero ótimos, avisar também que review novo sai amanhã, e trazer a tirinha número três sobre Fallout:

fallout_3_traduzidaAproveitem, e até amanhã!





Tirinhas Fallout-2

23 11 2008

Trago aqui a segunda tirinha de Fallout, produzida pelo pessoal da excelente Penny Arcade.

fallout_2_traduzida





Tirinhas!

21 11 2008

Bem, até dia 7 de dezembro, vou estar sem minha tablet 😦 Mas, tenho uma boa notícia: Até lá, vou traduzir e postas tirinhas aqui! Aqui vai a primeira, feita pelo pessoal da Penny Arcade, a pedido da Bethesa.

Primeira tirinha

Espero que gostem, e amanhã tem mais!





Fallout

19 11 2008

Esse é o primeiro review do site. Vou falar sobre um jogo que me impressionou muito, Fallout. Se for possível usar uma palavra para definir-lo, essa palavra é: Liberdade. O jogo é (quase) totalmente não-linear. Você pode fazer a mesma coisa de várias maneiras diferentes, você pode roubar, matar, ou conversar. Você escolhe. Os diálogos, são de encher os olhos. Dependendo da inteligência do personagem, o diálogo é diferente. Se sua inteligência for muito baixa, as pessoas podem te ver como um doente mental, e você irá respondê-las como um. E tudo influência no final do jogo. Existem vários finais, o que torna a vontade de jogar de novo imensa.

HISTÓRIA

A história começa no ano de 2077, com o petróleo quase esgotado, ocorre a Grande Guerra, que apesar de ter durado somente duas horas, destruiu o mundo. Essa guerra aconteceu entre a China e os EUA, que como maiores consumidores de petróleo, faziam de tudo para obter o ouro negro. Os americanos, já prevendo uma guerra nuclear (ou pelo menos essa é a história oficial…) construíram as Vaults, grandes abrigos que ficavam dentro de montanhas ou debaixo da terra. Foram selecionadas as pessoas mais resistentes para habitar as Vaults, que eram auto-suficientes, reciclando sua água e seu lixo, produzindo seus próprios alimentos, etc. Sem nenhum contato exterior, essas pessoas vivem pacatamente, sem saber o que aconteceu ao mundo exterior. Você pertence à segunda geração, você nasceu e cresceu dentro da Vault 13. Todos viviam bem, até que o chip de purificação da água quebra, e você foi o escolhido para sair da Vault e pegar outro. Fora da Vault, você vê um mundo novo. Escorpiões gigantes, cidades em ruínas, ladrões, mutantes, ghouls, religiosos loucos e etc. Assim é Fallout.

Nota para a História: 10

JOGABILIDADE

Você joga com o mouse. A câmera é isométrica, e os comandos são simples. O combate é em turnos, quer tiver maior agilidade começa. Os seus golpes e movimentos são limitados pelos Pontos de Ação (AP), cada arma tem um certo número de pontos para poder ser utilizada, quando os pontos acabam, acaba seu turno. Uma coisa interessante é o fato de você poder mirar em partes específicas do corpo do oponente, podendo quebrar a perna ou o braço dele, por exemplo. E isso influi no jogo, se o oponente (ou você) estiver com a perna quebrada, gasta-se mais APs para andar. Um braço quebrado impede você de usar armas de duas mãos, e assim por diante. Isso dá mais estratégia para o jogo, a parte ruim é que um combate com vários inimigos fica muito demorado, mas isso pode ser ajustado na configuração do jogo. O ambiente do jogo é feito em hexágonos, isso deixa a movimentação do personagem estranha em alguns momentos.

Nota para a jogabilidade: 9,5

VISUAL

O jogo é antigo, então o gráfico não é dos melhores. É parecido com o gráfico do Diablo II. Mas é interessante notar que esse jogo é futurista, mas com a visão que as pessoas da década de 50 de como seria o futuro. Portanto, esqueça armaduras de escamas, carros flutuantes, robôs humanóides. Os carros são antigos, as armaduras, cheias de válvulas e parafusos, e os robôs, com motores grandes e cheios de botões coloridos. Isso dá um diferencial ao jogo. As cutscenes são bem-feitas, as animações também, mas os personagens são muito parecidos, tirando um pouco o brilho do jogo.

Nota para o visual: 8,0

PERSONALIZAÇÃO

O jogo usa um sistema chamado S.P.E.C.I.A.L, que significa Strength, Perception, Endurance, Charisma, Intelligence, Agility e Luck. Esses são os atributos no jogo. E cada um deles influência em algo, já que Fallout foi baseado nos RPGs originais, existindo várias tabelas e cálculos, com acertos e falhas críticas, Classe de Armadura, etc. Quem já jogou D&D vai se sentir em casa. Ainda há as traits, que são características, com vantagens e desvantagens, como a Jixed, que aumenta a chance de seus oponentes falharem, mas também aumentas as suas, sendo impossível montar um super-homem. Ao contrário da personalização dos atributos, que influenciam até em pormenores, como o modo de falar e a capacidade de mentir do personagem, a personalização física é nula. O seu personagem, fisicamente falando, é sempre igual.

Nota para a Personalização: 8,5

SOM

O som para Fallout é o que os gráficos são para Crysis. O áudio passa a sensação de mundo destruído, e de você estar só. Eu simplesmente amei o áudio, que às vezes são apenas ruídos, mas cumprem muito bem sua função.

Nota para o som: 10

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eu amei esse jogo, ele é excelente. Se você não se importar com gráficos, pode jogar, que você vai amar. Ele também conta com uma comunidade muito grande, no exterior e também em terras tupiniquins. O jogo tem vários finais, sendo impossível ver tudo jogando uma vez só. A história é totalmente original, sem nenhum clichê, e tem muito mais, como grupos fanáticos, rebeldes, etc. O humor negro é uma constante, tendo fortes críticas sociais e políticas, e várias referencias a livros, jogos e seriados. Os inimigos têm histórias convincentes, e é duro você não se apegar a um personagem do jogo, ou entrar numa cidade e não parar para falar com um NPC. É um jogo altamente viciante, eu recomendo a todos.

NOTA FINAL: 10