Fallout

19 11 2008

Esse é o primeiro review do site. Vou falar sobre um jogo que me impressionou muito, Fallout. Se for possível usar uma palavra para definir-lo, essa palavra é: Liberdade. O jogo é (quase) totalmente não-linear. Você pode fazer a mesma coisa de várias maneiras diferentes, você pode roubar, matar, ou conversar. Você escolhe. Os diálogos, são de encher os olhos. Dependendo da inteligência do personagem, o diálogo é diferente. Se sua inteligência for muito baixa, as pessoas podem te ver como um doente mental, e você irá respondê-las como um. E tudo influência no final do jogo. Existem vários finais, o que torna a vontade de jogar de novo imensa.

HISTÓRIA

A história começa no ano de 2077, com o petróleo quase esgotado, ocorre a Grande Guerra, que apesar de ter durado somente duas horas, destruiu o mundo. Essa guerra aconteceu entre a China e os EUA, que como maiores consumidores de petróleo, faziam de tudo para obter o ouro negro. Os americanos, já prevendo uma guerra nuclear (ou pelo menos essa é a história oficial…) construíram as Vaults, grandes abrigos que ficavam dentro de montanhas ou debaixo da terra. Foram selecionadas as pessoas mais resistentes para habitar as Vaults, que eram auto-suficientes, reciclando sua água e seu lixo, produzindo seus próprios alimentos, etc. Sem nenhum contato exterior, essas pessoas vivem pacatamente, sem saber o que aconteceu ao mundo exterior. Você pertence à segunda geração, você nasceu e cresceu dentro da Vault 13. Todos viviam bem, até que o chip de purificação da água quebra, e você foi o escolhido para sair da Vault e pegar outro. Fora da Vault, você vê um mundo novo. Escorpiões gigantes, cidades em ruínas, ladrões, mutantes, ghouls, religiosos loucos e etc. Assim é Fallout.

Nota para a História: 10

JOGABILIDADE

Você joga com o mouse. A câmera é isométrica, e os comandos são simples. O combate é em turnos, quer tiver maior agilidade começa. Os seus golpes e movimentos são limitados pelos Pontos de Ação (AP), cada arma tem um certo número de pontos para poder ser utilizada, quando os pontos acabam, acaba seu turno. Uma coisa interessante é o fato de você poder mirar em partes específicas do corpo do oponente, podendo quebrar a perna ou o braço dele, por exemplo. E isso influi no jogo, se o oponente (ou você) estiver com a perna quebrada, gasta-se mais APs para andar. Um braço quebrado impede você de usar armas de duas mãos, e assim por diante. Isso dá mais estratégia para o jogo, a parte ruim é que um combate com vários inimigos fica muito demorado, mas isso pode ser ajustado na configuração do jogo. O ambiente do jogo é feito em hexágonos, isso deixa a movimentação do personagem estranha em alguns momentos.

Nota para a jogabilidade: 9,5

VISUAL

O jogo é antigo, então o gráfico não é dos melhores. É parecido com o gráfico do Diablo II. Mas é interessante notar que esse jogo é futurista, mas com a visão que as pessoas da década de 50 de como seria o futuro. Portanto, esqueça armaduras de escamas, carros flutuantes, robôs humanóides. Os carros são antigos, as armaduras, cheias de válvulas e parafusos, e os robôs, com motores grandes e cheios de botões coloridos. Isso dá um diferencial ao jogo. As cutscenes são bem-feitas, as animações também, mas os personagens são muito parecidos, tirando um pouco o brilho do jogo.

Nota para o visual: 8,0

PERSONALIZAÇÃO

O jogo usa um sistema chamado S.P.E.C.I.A.L, que significa Strength, Perception, Endurance, Charisma, Intelligence, Agility e Luck. Esses são os atributos no jogo. E cada um deles influência em algo, já que Fallout foi baseado nos RPGs originais, existindo várias tabelas e cálculos, com acertos e falhas críticas, Classe de Armadura, etc. Quem já jogou D&D vai se sentir em casa. Ainda há as traits, que são características, com vantagens e desvantagens, como a Jixed, que aumenta a chance de seus oponentes falharem, mas também aumentas as suas, sendo impossível montar um super-homem. Ao contrário da personalização dos atributos, que influenciam até em pormenores, como o modo de falar e a capacidade de mentir do personagem, a personalização física é nula. O seu personagem, fisicamente falando, é sempre igual.

Nota para a Personalização: 8,5

SOM

O som para Fallout é o que os gráficos são para Crysis. O áudio passa a sensação de mundo destruído, e de você estar só. Eu simplesmente amei o áudio, que às vezes são apenas ruídos, mas cumprem muito bem sua função.

Nota para o som: 10

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eu amei esse jogo, ele é excelente. Se você não se importar com gráficos, pode jogar, que você vai amar. Ele também conta com uma comunidade muito grande, no exterior e também em terras tupiniquins. O jogo tem vários finais, sendo impossível ver tudo jogando uma vez só. A história é totalmente original, sem nenhum clichê, e tem muito mais, como grupos fanáticos, rebeldes, etc. O humor negro é uma constante, tendo fortes críticas sociais e políticas, e várias referencias a livros, jogos e seriados. Os inimigos têm histórias convincentes, e é duro você não se apegar a um personagem do jogo, ou entrar numa cidade e não parar para falar com um NPC. É um jogo altamente viciante, eu recomendo a todos.

NOTA FINAL: 10

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